Por: UOL esporte
Enquanto representantes das 12 cidades-sede discutem em torno da adoção de metrôs, VLTs (Veículo Leve sobre Trilhos) ou mesmo no aumento na oferta de ônibus tradicionais para atender a demanda exigida para a Copa do Mundo de 2014, uma entidade defende outra proposta: a adoção do Bus Rapid Transport (BRT), algo semelhante à experiência do “Fura-Fila”, idealizado em São Paulo pelo governo Celso Pitta, mas que até hoje ainda não se tornou uma realidade.
Apesar de o projeto paulistano ainda não ter sido concluído, após mais de 10 anos do início das obras e duas mudanças de nome (é conhecido atualmente como Expresso Tiradentes), o diretor-superintendente da Associação Nacional das Empresas de Transporte Público (NTU), Marcos Bicalho, defensor do BRT, prefere utilizar como exemplo o sucedido caso de Curitiba, justamente o “berço” desta tecnologia.
“Os primeiros BRTs do mundo foram concebidos e implantados em Curitiba, ainda na década de 70. Nós fomos os precursores nesta tecnologia, tanto é que, Bogotá [capital da Colômbia] só veio a inaugurar o seu em 2000″, explicou o executivo.
Além de ser uma tecnologia desenvolvida por empresas no Brasil, o sistema de BRT é, segundo Bicalho, muito mais barato do que os outros meios de transporte de massa. Além de ser viabilizado por meio de PPPs e ter sua gestão exclusivamente na iniciativa privada, o sistema é um corredor exclusivo de ônibus em alta velocidade, na altura do chão, e que permite o pagamento das tarifas na própria estação, além de o usuário acompanhar o horário exato das viagens.
“O valor é algo que pesa na hora de fazer os investimentos, mas temos dados concretos mostrando que o BRT tem um custo de US$ 10 milhões por quilômetro construído, enquanto no metrô esse número é de US$ 100 milhões por quilômetro e o VLT fica em um valor intermediário”, explica o representante da NTU.
Diante desse benefício, algumas cidades já demonstraram interesse na tecnologia. Belo Horizonte, por exemplo, deve criar uma linha entre a Pampulha e o Centro de, aproximadamente, 25 km. Assim como a capital mineira, as cidades de Recife e Brasília também estão em fase de projeto para instalar o sistema.
Se o BRT ainda não seduziu tantas cidades brasileiras, o sistema deve ser bastante explorado na África do Sul, palco da Copa do Mundo de 2010. De acordo com Marcos Bicalho, o Brasil exportou a tecnologia para Cidade do Cabo, Johanesburgo, Durban, Pretória e Porto Elizabeth
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